sexta-feira, 31 de maio de 2013

Apaixonite Aguda

Eu sou um texugo lastimável mesmo, eu admito. Lastimável por estar ainda solteiro, apanhando que nem cachorro de pobre e ainda acreditando em coisas como o romantismo, que cada vez mais percebo que está sendo extinto. Um texugo que é grande admirador da beleza feminina, que se derrete pelas curvas perfeitas e sensuais de uma mulher (estou parecendo o Nelson Rodrigues), que todo dia quando pega o metrô ou caminha na rua acaba se apaixonando por alguma garota bonita e simpática que cruza seu caminho.

Sim, sou patético mesmo...

E outro dia eu consegui descer a um nível mais baixo de desespero: estou me apaixonando por mulheres de outdoor! 

Tive que ir lá em Ipanema para pegar um exame médico, e depois teria que ir em Botafogo para entregar esse exame para meu médico. Algo que me exigiu que eu saísse do trabalho mais cedo para resolver essas pendengas de saúde, mas afinal de contas é para isso que eu fico até mais tarde outros dias. Ir em Ipanema é algo que não me agrada, é um povinho esnobe e metido à besta.

Enfim, fui lá pegar meu exame, lá perto daquele monumento em forma de pinto que tem perto da divisa com o Leblon. Depois de uma fila básica, pego um ônibus e em uma rara oportunidade consigo achar um lugar do lado direito, e fico ali no meu canto, a ver a paisagem urbana de um dos bairros mais convencidos da Zona Sul. Eis que o ônibus me para perto de uma banca de jornal, onde tem o anúncio de uma revista de mulher.


Caraca! Na hora eu me apaixonei pela moça na capa! Os belos cabelos castanhos quase ruivos, os olhos claros hipnotizantes, a roupa elegante... Fiquei pasmo! Pra minha sorte, tal anúncio era repetido em várias outras bancas.

Vim descobrir depois que a moça na capa é a atriz Fernanda Vasconcellos, aquela que fez aquela novela onde ela era um espírito. Tudo bem que sempre a achei bonitinha, mas isso mostra como uma ida ao cabeleireiro e a roupa certa pode deixar marmanjo de queixo caído.


Sensacional...

Enfim, o ônibus logo chegou em Copacabana, e talvez pelos criadores da revista acharem que os moradores do tradicional bairro não têm glamour, não vi nenhuma propaganda mais da tal revista. Mas chegando perto da esquina da Nossa Senhora com Constante Ramos, vi esse outdoor imenso, provavelmente de uma loja de roupas.


Caramba! Que mulher linda! Que olhar encantador, sensual, cabelos ruivos perfeitos... Sorte que o ônibus ficou parado no engarrafamento um tempo e pude apreciar a beleza quase que angelical da bela modelo.

Que depois de um certo esforço, descobri que se chama Cris Stamboroski (isso explica, deve ter descendência de russos). Tudo bem que descobrir isso deu uma certa broxada, pois parece que na foto que me encantou ela está na verdade de peruca, mas tudo bem, vamos fingir que é de verdade.


Só sei que nesse dia, voltei pra casa apaixonado...

Pode falar... Eu sou um grande dum merda, não é?   

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