segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dilma e os dados...

Certamente você se lembra da época do Lula como toda semana ele falava alguma asneira sem sentido, aquelas coisas estúpidas que só poderiam ter sido bostejadas por um metalúrgico analfabeto e burro com devaneios comunistas. Da gerentona Dilma eu tenho falado pouco, mas não significa que ela seja menos estúpida que o sapo barbudo, e nessa semana ela deu um exemplo de como tem uma cabeça bitolada e vazia. É tão ridículo, que fiz questão de reproduzir na íntegra a notícia.

Antes que reclamem, hoje estou sem saco de ficar procurando fotos... Vai um post só com texto mesmo.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (8) que o governo quer que o Marco Civil da internet – projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados – determine que o armazenamento de dados brasileiros deve ser feito obrigatoriamente no Brasil.

O governo vai rever o projeto do marco civil antes de colocar em votação, de acordo com a presidente, para 'garantir melhor a privacidade' dos dados.

Reportagem do jornal 'O Globo' publicada no domingo (7) afirma que, na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency - NSA, na sigla em inglês). Segundo a reportagem, não há números precisos, mas em janeiro passado o Brasil ficou pouco atrás dos Estados Unidos, que teve 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens espionados.

'Vamos dar uma revisada porque uma das questões que devemos observar é onde se armazenam os dados. Porque muitas vezes os dados são armazenados fora do Brasil, principalmente o do Google. Queremos obrigatoriedade de armazenamentos de dados de brasileiros no Brasil. E fazer revisão para ver o que pode garantir melhor a privacidade', afirmou.

Para a presidente, a nova legislação brasileira que estabelece direitos e deveres de usuários, governo e empresas no uso da rede deverá oferecer segurança 'primeiro, aos direitos humanos, à privacidade de cada pessoa, de cada cidadão. E segundo, mas não nessa ordem, a garantia de soberania do Brasil'.

Dilma disse que é preciso apurar se, de fato, houve participação de outros países e de empresas estrangeiras na suspeita de espionagem e que não deve haver pré-julgamento, mas reiterou que o Brasil não concorda com interferências como essa.

'Se houver participação de outros países, de outras empresas que não as brasileiras, seguramente é violação de soberania e de direitos humanos. Mas temos que ver sem precipitação, sem pré-julgamento. Agora, a posição do Brasil nessa questão é muito clara e muito firme. Nós não concordamos de maneira alguma com interferências dessa ordem, não só no Brasil como em qualquer outro país', afirmou.

Engraçado isso... Toda essa história começou depois que um ex-técnico da CIA, que por agora está refugiado em um aeroporto de Moscou, afirmou que os EUA promoviam a espionagem de ligações telefônicas e e-mails, e conforme foi apresentado na reportagem citada (que pode ser vista aqui), brasileiros foram também alvo dessas investigações. Isso colocou o Brasil no mesmo patamar de outras nações de grande "índole" e "confiança", como China, Rússia, Irã e Paquistão.

Lógico que, se antes os petelhos já estavam todos ouriçados com a denúncia de investigação dos EUA, quando descobriu-se que ela foi feita aqui também, aí é que eles ficaram ainda mais vermelhos do que de costume, sacando as suas bandeiras com o martelo e o foice de dentro do armário, vestiram suas camisas do Che Guevara e começaram a gritar furiosamente "morte aos EUA!".

Vamos por partes, e começo destacando essa questão de espionagem. Não é surpresa que o governo norte-americano tenha ampliado esse tipo de investigação, principalmente depois do 11 de setembro. Afinal de contas, terroristas estavam bem debaixo de seus narizes e promoveram os atentados mais destrutivos e covardes da História. É de se entender que os EUA viessem a buscar todos os meios para evitar que isso acontecesse de novo, para garantir a segurança de seu povo. Mesmo que isso signifique espionar e-mails e ligações.

E o fato do Brasil figurar entre uma das nações mais investigadas não é surpresa. É uma consequência dos tempos do Lula, que fazia todo um lobby a favor de todos os maiores inimigos políticos dos EUA. O Brasil é um país emergente, que vai ganhando cada vez mais uma posição de destaque no cenário mundial, mas sendo liderado por aquele jumento do Lula fez com que nosso país fosse se associando e se aproximando de nações como Líbia, Cuba, Síria, Venezuela e Irã. Nosso governo, sempre mais preocupado em seguir a sua ideologia ultrapassada comunista e em promover abertamente o anti-americanismo, pediu para ser taxado no mesmo nível de nações inimigas dos EUA, quem fazem muito bem em espionar esse mar de lama.

Pronto. Podem começar a me xingar. Já vão dizer que eu estou defendendo os EUA, que acho certo que ocorra essa espionagem. Eu espero.

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Posso continuar? Pois muito bem.

Eu sempre procuro ser razoável na minha posição sobre qualquer assunto, e nesse não será diferente. Acho que a espionagem voltada para o interesse próprio é sim algo que deve ser condenado, seria quando você por exemplo espia o contra-cheque do amigo para depois reclamar com o RH porque ganha menos, fuçar o telefone da namorada pra descobrir o telefone da amiga gata dela que você quer dar uns pegas ou olhar a resposta do livro de palavra-cruzadas antes de jogar sério. Nesses casos, acho que é sim um abuso, tendo o interesse egoísta de se beneficiar.

Como por exemplo bancos, editoras e agências de propaganda que ficam divulgando telefones de clientes entre si, para ficarem ligando e oferecendo produtos e serviços que não queremos. Outro dia recebi uma ligação da TIM, nunca tive telefone dessa operadora, mas eles tinham meu contato, sabiam meu nome e sobrenome e a minha atual operadora, querendo me oferecer para mudar para eles. Isso sim eu acho uma grande sacanagem, uma putaria homérica, ao usarem informações privadas obtidas sem meu consentimento para tentar me vender um novo plano.

O que ao meu ver não é a intenção da NSA, CIA e do governo americano. Essa espionagem tem o propósito de localizar possíveis terroristas, pessoas que podem estar planejando atos como aqueles russos que colocaram aquela bomba na maratona, por exemplo. Uma espionagem que tem o interesse de garantir a segurança, o bem-estar da sua população, evitando que tenhamos mais mortes promovidas por loucos fundamentalistas que nutrem ódio pelos Estados Unidos e os norte-americanos. Um mal necessário, eu diria.

Mas claro que as pessoas não pensam assim. Principalmente se forem seguidores assíduos da cartilha vermelha da esquerda, que tem como um de seus primeiros mandamentos sempre discordar e criticar de qualquer coisa que os Estados Unidos façam, mesmo se nações "amiguinhas" como Cuba e Venezuela façam o mesmo. O famoso mesmo peso e duas medidas. Se os soviéticos na Guerra Fria espionavam, tudo bem, eles estavam no seu direito de garantir a soberania comunista; se os americanos espionavam, eram cretinos sem-vergonhas invadindo a privacidade dos outros.

Essa é a primeira bandeira levantada pela Dilma, dizendo prezar pela privacidade e os (sempre eles) Direitos Humanos, considerando que a espionagem promovida pela nação do Obama agride esses direitos das pessoas. 

Sério, isso vindo de alguém como a Dilma é uma verdadeira palhaçada! Interessante como uma ex-terrorista que promovia a luta armada para emplacar uma ditadura comunista no Brasil vem com esse papinho de defesa da privacidade e dos Direitos Humanos...

É um exagero muito grande as pessoas se sentirem ofendidas com essa espionagem. Diria até que se sentem ofendidas, é porque tem algo a esconder. Eu entendo sim o direito a privacidade, acho isso extremamente válido. Só que essa preocupação com a privacidade deve ser plena, de forma a não expor certas coisas que se deseje manter em segredo, ou que pelo menos não se deseje expor de forma tão evidente para pessoas próximas. 

Mas as pessoas, principalmente hoje em dia, não parecem dar a mínima para isso. Vai no Facebook e você vai ver pessoas expondo de forma gratuita todas as suas informações, colocam ali o endereço onde moram, número do telefone, fotos da família e filhos. Chegam ao ponto de usar aplicativos para dar check-in e dizer onde estão, comunicando isso para todos com uma necessidade quase que orgânica de compartilhar todos os detalhes de sua vida. Tenho uma amiga que ainda cometeu a estupidez de tirar uma foto segurando o seu cartão de crédito, para que qualquer um pudesse ver o número.

Só que errados são os EUA por espionarem e-mails e ligações. Expor sua vida no "Faice", tudo bem, nada demais...

E o interessante é que não existe toda essa mesma gritaria por conta de outras ações, muitas delas que são promovidas aqui mesmo no Brasil, e que poderiam ser da mesma forma interpretadas como invasão de privacidade. Por exemplo, hoje é comum que os prédios tenham câmeras de segurança em suas áreas comuns. Sob a mesma ótica, isso poderia ser entendido como uma espionagem, uma pessoa poderia se sentir violada ao ver que o porteiro sabe a hora exata em que ela saiu de casa ou com quem ela chegou. Será que a Dilma vai depois proibir o uso de câmeras de segurança?

Interessante é ver a frase dela, dizendo que essa nova política de segurança de dados que ela propõe deve dar segurança "primeiro, aos direitos humanos, à privacidade de cada pessoa, de cada cidadão. E segundo, mas não nessa ordem, a garantia de soberania do Brasil"

Me diga o que ela quer dizer com "segundo, mas não nessa ordem"?

Dá a impressão que a prioridade seria garantir a privacidade de cada pessoa, e depois pensar na soberania (como os petelhos gostam dessa palavra...) do Brasil. Daria até essa impressão se não fosse ali o "mas não nessa ordem". Aí eu entendo que a prioridade mesmo é garantir a soberania do Brasil, que este deve ser o foco em detrimento do direito de privacidade.

Até poderia imaginar ser essa outra daquelas frases sem nexo proferidas pela nossa "presidenta", que tem a mesma articulação gramatical e capacidade de raciocínio de uma ameba retardada. Mas levando em conta os constantes interesses obscuros do governo e o infinito desejo de transformar o Brasil em uma nova Cuba me leva a desconfiar que no fundo é isso mesmo... Dilma está preocupada é em garantir a soberania de seu governo e de seu país, isso sim. Não duvido nada que se ela tivesse como controlar os dados e as informações para saber quem fala mal dela e de seu governo, ela não iria fazer isso. 

E errados são os EUA, por espionarem com o objetivo de garantir a segurança de seu país... Interessante...

Agora, o outro ponto que me chamou atenção, muito mais pelo teor hilário, é ver a Dilma imaginar que todos os dados de brasileiros sejam armazenados em servidores localizados no Brasil...

Sério, ela deve estar de sacanagem mesmo. É piada? 

Primeiro lugar, eu fico me perguntando como que o governo acha que terá esse controle, de que todos os dados de alguém do Brasil sejam gravados aqui, imaginar essa regionalização é uma grande estupidez. A internet é altamente globalizada, muito provavelmente todos os dados desse blog aqui, por exemplo, podem estar armazenados em um servidor da Google localizado no Turkomenistão, como que a gerentona acha que vai conseguir controlar para que tudo seja gravado aqui? É totalmente sem lógica...

Segundo, supondo que seja possível fazer isso, onde que o governo vai achar dinheiro para financiar a compra de servidores de dados? Confesso que essa é uma pergunta fácil, pois quem sustenta todos os gastos do governo, não importando o quanto fúteis sejam, é o povo. Ou seja, as pessoas de bem que trabalham duro vão ter mais uma fatia do pouco que ganham para financiar a compra desses servidores.

Em terceiro lugar, não resta dúvida de que essa compra de servidores seria feita da forma mais trambiqueira possível. Vai aparecer alguma empresa de um amigo de um ministro, oferecendo servidores que vão custar o quíntuplo do preço de mercado, vai ter alguém que vai enriquecer com isso...

Quarto, levando em conta a trambicagem, pode apostar que esses servidores serão não só muito mais caros do que realmente valem, como provavelmente terão a mesma capacidade de processamento e armazenamento de um 386. Pois afinal de contas Dilma vai querer incentivar a indústria nacional, priorizando produtos de baixa qualidade, que vão perder dados importantes de pessoas físicas e empresas.

E em quinto lugar, se o governo tiver o total controle dos dados dos brasileiros, se todas essas informações estiverem sob o controle de Dilma e companhia... Fica bem mais fácil para que eles possam fazer uso delas em benefício próprio. Seja para perseguir adversário políticos, seja para começar a censurar quem fale mal do governo, seja para ocultar os seus desvios de verba e crimes...

Uma verdadeira palhaçada mesmo esse país... Quero ver se essa idéia vai colar, ficam com esse papinho de proteção de Direitos Humanos mas no final vai tudo acabar em pizza. Podiam até dar a opção das pessoas escolherem onde vão deixar seus dados, eu não pensaria duas vezes: coloca em qualquer lugar, menos aqui.

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