domingo, 15 de fevereiro de 2015

Robocop - Parte 2

Vamos seguindo com a saga do policial do futuro, o nosso amigo Robocop. Mostrando mais uma vez como que nas décadas de 80 e 90 surgiram filmes icônicos, sensacionais e imbatíveis que dificilmente serão superados pelas produções de hoje. Mesmo sabendo que esses filmes conseguem chegar num nível de tosqueira absurdo, que faz com que zoações como essas que eu estou fazendo aqui não sejam difíceis...

No capítulo anterior (que você pode ver aqui) o policial Murphy acabou de ser fuzilado pela gangue do Clarence Boddicker. Apesar de estar com mais furos que uma estrada brasileira, o resgate chega e o leva para um hospital do SUS, onde vão tentar salvá-lo.


Já sabemos que ele não vai durar muito então...


E nessa hora Murphy começa a ter alguns flashbacks de sua vida, antes de caminhar em direção a forte luz branca no fim do túnel. E a primeira coisa que ele se lembra é de seu filho sentado a um metro da TV e assistindo aquele programa idiota que o herói fica girando a arma depois de liquidar o bandido.


Fica a pergunta de que porque diabos a família de Murphy tinha ali uma escultura com a cabeça de um veado de bronze.

Outra lembrança que vem em sua mente é a de sua amada esposa, vestida com um roupão rosa, no dia em que ele propôs que ela deixasse ele brincar na porta dos fundos. Para a sua surpresa, ela havia topado, mas só se Murphy deixasse ela fazer um fio-terra com ele.


Até então uma lastimável cena, na qual os dois se despediam dele no primeiro dia de trabalho para a polícia. Quem diria que era tchau pra sempre?


Enquanto isso, os médicos se dão conta que o estão perdendo, e chega a hora de dar aquelas porradas com a máquina de choque, para ver se conseguem reanimá-lo. Engraçado como o cara tá todo furado, com um buraco na cabeça, sem um braço, e ainda acham que vão conseguir trazer o cara de volta à vida. Mas tudo bem, vamos em frente, acho que eles precisam justificar o salário deles.


E nessa hora Murphy começa a se lembrar do fuzilamento, dos capangas atirando nele. Principalmente daquele puto do Motumbo, com sua risada escrota, e de metade da cara do Farofa, pois a outra metade ele não se lembrava direito.


O doutor então fala que graças à Dilma a conta de luz tá muito cara e que seria a última vez que ia dar o choque. Além disso, ele tinha um encontro marcado com uma de suas enfermeiras no almoxarifado do hospital para fazer um exame de garganta nela, e não ia perder mais tempo com aquele zé ruela ali.


E o último choque coincide com a lembrança do momento fatídico em que Clarence Boddicker acerta um tiro em sua cabeça.


Assim acaba a vida de Murphy...


...

E sim, eu tirei um printscreen de uma imagem com tudo preto. Realmente, tem horas que a minha estupidez me surpreende.

Bom, se Murphy tivesse morrido mesmo, nessa hora ele perderia todos os sentidos e deixaria de existir. Mas então do nada ele começa a ver uma interferência. Pombas, será que o Céu era ver uma imagem do canal 3 durante toda a sua eternidade?


Se você não entendeu a piadinha do canal 3, é porque certamente não pegou a época em que pra jogar videogame tínhamos que plugar aquela caixinha na antena do televisor e então colocar no canal 3, que não tinha nada, e mudá-la para a posição Jogo.


Logo aparece então um sujeito com uma chave de fenda, mexendo na cabeça de Murphy. O mais engraçado é que chega uma hora que ele parece ter apertado o parafuso demais, grita um "merda" e a visão de Murphy se apaga. Devem ter furado o olho dele. Imagina só a sensação de você recobrar a consciência e depois tudo fica apagado de novo, logo após alguém falar um "merda". Te juro, deve ser uma das piores coisas...


Acho que não precisava ter dito que essas imagens são do ponto de vista dele, se você não percebeu isso, é melhor parar por aqui e ir assistir algo mais fácil pro seu cérebro.

Em seguida Murphy começa a ver de novo e aparece uma mocinha que tem os óculos mais escrotos da face da Terra, pior que acho que se não fosse esse visual de libélula ela até seria jeitosinha. Ela diz que tá na hora de colocar a tela de LCD pra continuar o trabalho...


... e aparecem um quadriculadozinhos de batalha naval, até que depois aquele mesmo panaca chega lá com uma furadora pra aparafusar o negócio na cara de Murphy. Como que ele vai aparafusar com uma furadeira, é uma boa pergunta. Não me venha dizer que ele colocou alguma ferramenta para aparafusar, pois dá pra ver o tamanho da broca de furar concreto que o filho da puta tá usando. E me impressiona como que estão com toda essa tecnologia avançada e estão usando ferramentas que devem ter comprado na Sears.


Se você não sabia o que era a caixinha que era usada pra jogar videogame, imagino que também não faça idéia de que a Sears era uma loja de departamentos que desapareceu algumas décadas atrás... Momento nostalgia tá foda...

Mais uma vez ele é desligado, e quando volta à ativa, tem um monte de gente olhando pra ele. Bem na hora que está carregando a BIOS. Chega a ser engraçado conseguir ver agora com calma as linhas de comando que aparecem na visão dele, principalmente se formos imaginar o quanto a informática avançou nos últimos anos. Os mais nerds podem começar a se perguntar que versão de DOS ele está usando, e quanto de memória RAM foi instalado.


Quem aparece é Bob Morton, e juntamente com ele o puxa-saco do Johnson. A doutora fala que depois de muito esforço e dedicação dos médicos, o braço esquerdo conseguiu ser salvo, e assim eles poderiam manter um pouco mais de humanidade. Mas Morton fala que é o caralho, que deixar braço pôrra nenhuma, que até agora ele não entendeu porque tem que ter alguma coisa de humano naquele seu robô, seria muito mais fácil pegar todos aqueles pedaços de carne e jogar fora. A doutora fica sem graça, pois Murphy pode escutar tudo. Mas algum merdel ali fala que depois vão formatar o HD e apagar sua memória.


Acho bom mesmo... Certamente não seria interessante ter ali a imagem do Johnson enfiando a cara no seu nariz. O negão diz que no contrato de polícia, todo o corpo de Murphy pertence a OCP, e eles podem fazer o que quiser. Já tinham mandado a sua bunda para transplante e deram o seu pinto pro cachorro do vizinho, então tirar fora o braço não ia ser problema, eram mais pedaços que podiam jogar no caixão fechado que iam entregar pra mulher dele, pra fazer mais peso. E seguindo a premissa, imagino que aquele carinha ali deve ter arrumado uma serra circular pra tirar fora o braço de Murphy.


Mas convenhamos... O novo braço que vão arrumar pra ele parece ser foda. O pessoal então faz uma demonstração, quase quebrando os dedos da mão de Morton, e depois mostrando o dedo médio pra ele.


Mais uma desligada (uma hora vão acabar fritando os seus circuitos com esse liga-desliga), mas dessa vez é para uma ocasião totalmente desnecessária, pois é a virada de ano, todo mundo ali alegre e bêbado, loucos pra trepar com qualquer coisa que tenha um buraco ou objeto roliço.


Quem não perde tempo é a doutora quatro-olhos que, sabendo que nenhum dos homens ali vai querer ver o que ela tem nas calcinhas, vai lá dar um beijinho no nosso herói, para o delírio de todo mundo. O que ninguém sabe é que mais tarde, quando todo mundo tiver ido embora, ela volta pra instalar e testar o acessório vibratório destacável de alto desempenho que ela tinha projetado.


Por fim, na próxima religada, é o dia de sua inauguração, com toda a trupe da OCP presente, cabendo a Bob Morton as honras de tirar o plástico bolha de cima dele. Era oficial, o Robocop está lançado!


E todo mundo aplaude, com comentários do tipo "ele sabe andar sozinho", "que queixada!" ou "preferia o ED-209". Johnson, em mais um de seus momentos de puxa-saquismo, diz pro Robocop que ele é o melhor, o tal, o cara, o pica das galáxias, e que se ele estiver precisando de um pouco de WD-40, é só chama-lo.


Sem perder tempo, a turma da OCP chega então invadindo a delegacia do Hightower, trazendo um monte de apetrechos sem sentido, só pra dar aquela impressão de que é alguma coisa útil.


O curioso é observar certos detalhes na cena. Por exemplo, acho engraçado como a mesa do delegado fica ali no meio do salão, com o Hightower sentado num banquinho de bar. Também é um desafio interessante contar quantos ventiladores estão espalhados pelos cantos, em pleno futuro e a delegacia não tem uma pôrra dum ar condicionado. Além disso, posso não ser um profundo conhecedor do clima de Detroit, mas não imagino que lá faça tanto calor para que tenha tantos ventiladores assim. E o mais engraçado é lá na extrema direita, onde dá a impressão que tem um aviso dizendo que é proibido uma mãe segurar seu filho.

O Hightower fica puto, querendo saber que zorra é essa, e por que eles estavam trazendo aquelas tranqueiras todas pro precinto dele. Morton diz que não é da sua conta, que a OCP manda na polícia e eles podem usar a delegacia como quiser, até mesmo pra guardar muamba que o pessoal trouxe do Paraguai.


Sem cerimônia, Hightower diz que é o caralho, que vai tomar no cu e deixar de ser viado, que só porque Morton tava com uma merda dum ternozinho de bosta não dava a pôrra do direito dele sair entrando assim, que fosse guardar essas coisas lá na casa do caralho. Sim, com toda essa sutileza que só podemos ver nos filmes dos anos 80, onde palavrões eram proferidos a cada cinco minutos. Mas Hightower logo se cala, pois ele começa a escutar um barulho...


Thump... thump... thump... thump...


Não sei porque estou fazendo esse monte de onomatopéias... Mas eu acho que é para passar como que era o Robocop de antigamente, principalmente se você ainda não o viu. Das cenas do trailer da nova versão, me pareceu que ele é todo ágil, se mexendo com extrema velocidade, o que na minha opinião acho um certo exagero, tirando o charme do que é realmente um robô. Na versão original, o Robocop tem esse passo devagar, pesado, com essa pisada característica que faz todo mundo se cagar de medo.

Como os policiais não tem nada melhor pra fazer, todo mundo larga os seus postos e vão correndo atrás do Robocop, pra ver se conseguem pegar um autógrafo. Ou então tirar um selfie.


O Robocop chega então na sua jaula, onde a doutora quatro-olhos explica que ali é o cantinho dele, e que sempre que ele se sentir cansado pode sentar no trono e tirar uma pestana...


Não estou de sacanagem, ela fala mesmo que aquela cadeira é para ele descansar. Por que diabos um robô precisaria descansar, cacete?

Enquanto estão configurando a cadeira de massagem do Robocop, um dos aspones de Bob Morton explica que para que não o percam, instalaram um chip de localização em sua bunda, e com aquele moderno aparelho de GPS poderiam localizá-lo.


Sim, moderno... Dá pra ver que não passa de uma caixa de fósforos onde botaram uma luzinha vermelha no meio de pintaram algumas linhas em amarelo. É tão tosco, que dá pra ver como que a "tela" é marcada, como se tivessem usado uma faquinha pra fazer o relevo.

O aspone continua explicando então alguns dos outros detalhes, seguindo com a parte de alimentação. Ali no canto tinham colocado um troço com uma pasta processada de fígado com berinjela, que seria de fácil digestão para alimentar as poucas partes vivas que ainda restavam.


Ploft ploft ploft ploft...


Cara... Que nojento... Parece que a pôrra da máquina tá lá cagando no copo... Com esse barulhinho que mais parece uma série de peidinhos e essa textura bostenta, dá nojo imaginar que aquilo ali é de se comer. Além disso, seguindo a velha máxima, "tudo que entra tem que sair", às vezes me perguntava como é que o Robocop faria pra ir no banheiro...

E fica ainda mais nojento, pois Johnson pega ali o copo e fica comendo aquela pasta de merda, dizendo que parecia papinha de neném. Dilícia cremosa, de lambuzar os beiço.


Começa então a hora de calibrar o Robocop, como você precisa fazer quando instala um novo joystick em seu computador. A primeira é a configuração de mira, e a doutora quatro-olhos usa uma caneta Bic pra ajustar a alça de mira. E a foto abaixo é dois milésimos de segundo antes dela enfiar a mão na cara do aspone, que está no lugar errado na hora errada.


Depois então é hora de ajustar o áudio, para que ele possa reconhecer quando alguém estiver falando alto demais. E pra isso, a doutora pede pro aspone cantar o mais recente hit do Mc Gui.


Por fim, Morton pede que Robocop mencione as suas diretivas primárias, que são meio que as leis que ele precisa seguir: servir à confiança do povo, defender os inocentes e manter a lei. Acho meio simples demais, mas como aqui não temos a Skynet, acho que ele não vai se despirocar todo e se transformar num exterminador.


Claro que existe ainda uma diretiva quatro que é segredo. Ninguém contou pro Robocop, mas bastava ele fazer cima, cima, baixo, baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, B e A na tela de início pra desbloquear.


Cheio de tesão pela sua nova criação, Morton fica tão excitado que tasca um beijão na doutora quatro-olhos, enfiando sua língua até a sua laringe.


Pobre Robocop... ali sentado na cadeira, pensando naquela noite de ano novo em que a doutora o cavalgou como um brinquedo de parque de diversões, e agora ela ali se deixando beijar por aquele mauricinho...


Continuando, os policiais então voltam pro trabalho, e chegou a hora deles praticarem tiro ao alvo, para assim evitarem de acertar civis inocentes. Ou pelo menos para acertar partes não-vitais que não venham a render um processo administrativo.


Lewis está lá, tentando descarregar um pouco de sua raiva, pois desde a morte de Murphy ela tem sido zoada pelos seus colegas, que a chamam de pé-frio por ter feito o seu parceiro ter morrido logo nas primeiras horas de trabalho. Chegou a um ponto que ninguém quer nem andar de elevador com ela.


Impressionante como mesmo com o alvo e meio metro de distância ela consegue acertar no braço...

Acontece que uma hora todo mundo começa a parar de atirar, pois estão escutando um esporro muito maior do que as pistolinhas que eles costumam usar. Será que alguém tava trapaceando pra fazer um high score?


Lá no outro extremo, eles podem ver aquele mãozão estranho segurando uma puta arma. Tenho que dizer, a arma do Robocop é da hora, quase como uma pequena metralhadora largando chumbo grosso.


E não pouparam no poder de fogo do bicho. Com um balaço ele já consegue abrir um rombo no meio do peito do alvo, e logo depois um tiro que se fosse numa pessoa normal teria explodido a cabeça.


Mais uma vez Morton está orgásmico com a performance de sua criação. Ele começava a imaginar que não tinha criado apenas um super policial, mas que poderia faturar muita grana com ações de marketing, tipo fazendo brinquedos e fantasias do Robocop pra garotada.


Depois de trucidar o alvo, de forma semelhante como que Murphy foi trucidado pelos capangas, ele faz um showzinho girando a arma no dedo antes de guardá-la.


Lewis então fica meio encucada, pois era exatamente aquele mesmo truque escroto que o Murphy estava fazendo para agradar o seu filho. Só tinha mesmo uma pessoa em toda a polícia que faria algo tão boçal e estúpido como aquilo, fazendo ela se perguntar quem seria aquele robô misterioso.


Tudo configurado, Morton então volta pro delegado Hightower, ordenando que ele mexesse aquela bunda negra e arrumasse um carro pro robô. Por sua vez, Hightower manda Morton ir sentar num quiabo, e se ele quisesse um carro que pegasse a chave que ele tacou longe.


Mas o Robocop é mais rápido, pegando a chave e se mandando, após proferir um sonoro "yoink".


E assim Robocop vai às ruas, nos dando chance de ficar ali cinco minutos vendo ele dirigindo seu carro enquanto ouvimos a músiquinha tema do filme.


Logo vemos então uma cena daquele mesmo programa humorístico que o Farofa tava vendo, com o sujeito de óculos e cara de babaquara sempre se engraçando ali com modelos gostosonas e com sua bordão "eu pago um dólar por isso". Parece que no futuro não deve ter muita variedade na televisão, mas parece não ser um problema, pois tal programa parece ter muitos fãs...


... como o Manuel ali, dono da mercearia, se mijando de rir enquanto a sua esposa Maria fica ali cuidando do trabalho, puta da vida por saber que seu marido curte aquele programa só pra ficar de olhos em garotas que tinham idade para ser suas netas.


Mesmo sendo tarde da noite, chega então um possível freguês, que chamarei de Brutus por razões óbvias, provavelmente querendo comprar uma Penthouse, uma garrafa de whisky e algumas camisinhas. Se bem que com essa pinta dá pra imaginar que ele parece estar querendo outra coisa. O mais engraçado é o aviso escrito num papelão no balcão de revistas dizendo "se você quer ler, compre!".


Percebendo a pinta do sujeito, a Maria descaradamente pega o monte de notas de cem largadas ali no balcão e as guarda. Mais sutil impossível. E que desenho escroto é aquele na porta ali atrás?


O Brutus então, como era de se esperar, na verdade era um assaltante, sacando uma metralhadora e gritando "perdeu, coroa!". Isso faz com que finalmente o Manuel largue a televisão e a Maria se borre toda.


Ele então aponta a arma pro Manuel e manda que ele abra a pôrra do cofre, ou então vai estourar seus miolos. E fico me imaginando por que o gajo tem ali um pôster de um cara fortão na sessão de ofertas do dia.


Maria, percebendo que o Brutus está distraído, aperta o botão do alarme silencioso, que o seu marido insistiu que era uma palhaçada, pois do que adianta um alarme que não faz barulho? Coisas de nosso amigo Manuel.


O portuga então se vê na pressão, e obedece o bandido. Só faltava ele se lembrar da senha 1, 2, 3, 4, 5.


Se você entendeu a piada, é porque conhece outro filme sensacional que dispensa apresentações. Agora, se você não entendeu, é porque deve usar a mesma senha na sua mala.


Eis que então chega o nosso amigo Robocop. Pombas, bom pra caralho esse alarme silencioso, é só apertar que em dez segundos não é só apenas a polícia que aparece, mas um policial robô.


O Brutus então se borra nas calças, não acreditando no que estava vendo, e proferindo um "me fode" em alto e bom som, e sem perder tempo começa a mandar chumbo contra o robô.


Metade das balas atinge o Robocop, mas ele tem blindagem nível quinze, e só iria deixar um chamuscado. e a outra metade o Brutus (que entre um tiro e outro repetia o "me fode") acertou nos produtos ali da mercearia, só pra aumentar o prejuízo do Manuel.


O Robocop então chega ali perto do Brutus, e como ele falou tantas vezes para que ele o fudesse, já começa entortando o cano da arma como se fosse um canudo de Toddynho.


Brutus tenta então sair correndo, mas o Robocop acerta então um soco no seu pomo-de-Adão, o suficiente para fazer com que seu pescoço dobre o suficiente para ver a sua própria bunda...


... e com a velocidade toda que ele estava correndo, o corpo continua indo até mergulhar na geladeira de iogurtes da mercearia. Bom que assim o defunto já ficaria geladinho.


O Manuel e a Maria olham assustados, sem saber se agradecem pela ajuda ou se saem correndo, imaginando que eles seriam os próximos.


O Robocop então agradece a cooperação dos dois, embora não tenham feito nada, e pergunta se eles vendem ali uma latinha econômica de Brasso, pra ele dar uma polida na lataria.


E a noite não termina... Não muito longe dali dois punks estão atacando uma mulher. Sim, embora fosse o futuro, lembre-se que esse é um filme da década de 80, quando punks eram sempre usados para representar a bandidagem das cidades. E pela cara do maluco da esquerda, dá pra ver que os dois estão querendo algo mais.


Logo eles conseguem segurá-la, e dizem que vão dar um corte de cabelo nela, pois aquela juba já tava fora de moda há quase meio século.


Aí o punk loiro fala pro seu amigo que eles podiam checar se o tapete combinava com as cortinas, pra eles cortarem a cabeleira ali embaixo também.


Sim, filmes dos anos 80 não eram nem um pouco sutis...

Eis que então chega um clarão de luz, para acabar com aquela esbórnia de estupro que estava prestes a ocorrer. E o bizarro é a sombra, juntamente com o thump-thump-thump, indicando que é o nosso amigo Robocop, defensor de moças que andam sozinhas em plena madrugada, que chegou ao seu resgate.


O robozão, que como eu deve ter um ódio por estupradores, já saca a sua arma, para dar um fim àquele punk imprestável...


... mas ele é mais rápido, colocando a mulher na sua frente, como um escudo humano, enquanto o outro fica ali rindo, sem perceber que é um alvo fácil.


Se lembrando de sua diretiva de proteger os inocentes, Robocop faz então sua mira com bastante cuidado...


BANG! Se bem que com essa arma fodona dele, tá mais pra um BAAAAANNNGGG!


Mas como assim? Será que o Robocop atirou na mulher?


Que nada, o nosso amigo robô-tira sabe como que é a anatomia de uma mulher, e naquele lugar que ele atirou não tinha nada... conseguindo assim acertar o cara no saco!


DICKSHOT!!!

Cara, essa é mais uma que prova como que nos filmes dos anos 80 não tinha frescura, nada de herói politicamente correto, nada de violência controlada. Claro que depois de muitas cenas que já vimos, essa aqui é fichinha, mas não por isso menos graficamente pesado, com o cara ali gritando depois de levar um teco nas suas partes íntimas. E vimos que a arminha do Robocop não é de brincadeira, então deve ter estourado as bolas e o pinto do punk.

Temendo que sua bolsa escrotal tenha o mesmo destino, o punk loiro se rende, dizendo que estava ali só de passagem pra ver um show do Guns N'Roses.


A loira, ainda sem acreditar no que tinha acontecido, fica então toda cheia de alegria, indo lá pra cima do Robocop querendo dar um beijo nele, e aparentemente ficando com as calcinhas encharcadas e louca pra dar pra ele.


E o Robocop então corta o barato dela, dizendo que em primeiro lugar seu acessório vibratório heavy-duty estava no laboratório, e depois dizendo que iria mandar ela para um hospício, pois uma mulher querer trepar com um robô só podia ser idéia de uma doida maníaca sexual.


O engraçado é que se estou bem lembrado da versão dublada, ele dizia algo como ligar não para um hospício, mas para uma instituição de doentes mentais (vulgo, hospício).

Mostrando que a criminalidade em uma noite de Detroit parece pior do que no Complexo do Alemão, alguns minutos mais tarde começa um sequestro na prefeitura. E não demora para que a SWAT chegue, juntamente com um monte de repórteres chatos querendo ver o que estava acontecendo.


Quem chega ali é o Robocop, cagando e andando pra fitinha amarela da polícia, mostrando que ninguém ali tá mandando naquela pôrra.


O repórter Vesgo tá lá no meio da ação policial e decide então entrevistar o Capitão Nascimento, que está ali pra acabar com o sequestro, nem que tenha que quebrar todo mundo ali. Mostra realmente como a mídia tem um agrande preocupação com a segurança pública, em vez de deixar ali o comandante trabalhar em paz, vai lá interrompê-lo só pra pegar umas palavrinhas sem noção.


Só que tão logo o robozão sai de seu carro, todo mundo ali larga os policiais. Afinal de contas, não é todo dia que aparece um homem de lata andando sozinho por ali.


Imagina só o que deve estar passando pela cabeça, ou pelos circuitos do Robocop... Um bando de gente desocupada, chata pra caralho ali fungando no cangote dele só pra tirar uma casquinha, como o negão enfiando sua Nikon em suas narinas ou a loirinha de blusa bufada quase dando com um microfone laranja ridículo em sua testa.


O Capitão Nascimento dá um esporro, dizendo que ele tava no meio de uma entrevista e essa chegada destrambelhada fez todo mundo se bagunçar. Mas o Robocop manda ele catar coquinho e tentar distrair o sequestrador, que ele vai dar um jeito nele.


Mesmo tendo a maior patente ali no quarteirão, Nascimento não vai desobedecer um robô policial, e então vai lá no auto-falante da polícia contar algumas piadas de papagaio, pra ver se assim distrai o sequestrador.


O bandido, que na verdade não passa de um servidor público desesperado, diz que piada de papagaio é muito escrota, e que ele quer um emprego em um dos ministérios da Dilma, onde vai poder desviar verba sem ninguém fazer nada com ele. Ou então que arrumassem um cargo numa das diretorias da Petrobras.


Enquanto estão enrolando o sequestrador, o Robocop já chegou lá no mesmo andar, pronto para dar cabo de mais um bandido, principalmente pelo fato dele ser um funcionário público de merda.


Ele então ativa a sua visão de calor, que permite que ele veja através da parece, localizando ali o bandido. Observem como que ele está todo amarelo, sinal que seu desodorante deve estar vencido e está suando até as canelas.


Puto da vida por estarem enrolando ele com piadas de papagaio, o sequestrador pegar então o prefeito e o leva pra janela, onde pretende estourar sua cabeça e aparecer assim nas machetes dos jornais. Tipo no Meia Hora, com uma foto sua com a chamada "o prefeito perde a cabeça em reunião tarde da noite" ou outra bobagem dessas.


Nisso, um mega estrondo abala a estrutura do prédio. É o Robocop, dando um abraço por trás pela parede no sequestrador e tirando ele dali.


Calma Robocop! Tá querendo estuprar o cara?


Sem cerimônia, em vez de algemar o sequestrador e levá-lo às autoridades para julgamento, o Robocop acerta um cruzado de direita na napa do calhorda...


... fazendo ele voar pela vidraça...


... e cair no meio-fio como um saco de batatas. Bons tempos nos quais a polícia podia descer o cacete e não tinha essa moleza de violência policial.


Os feitos do Robocop chamam tanta a atenção que na noite seguinte já está lá a Ana Maria Braga fazendo uma reportagem, logo depois de ter apresentado uma entrevista com o Louro José, revoltado com as piadas de papagaio que ficaram falando em rede nacional durante o sequestro, dizendo que ninguém tinha pena das aves.


E a matéria mostra o robozão ali em uma escola, enquanto as crianças ficam ali maravilhadas, não imaginando que aquilo ali era de verdade. E um repórter chato vai lá aporrinhar sua paciência, pedindo para que ele mande um recado para todos os meninos e meninas que estão assistindo na televisão.


"Comam suas verduras!"


É isso aí... Robocop, o amigo da garotada. Acho que depois dessa já podemos dar uma pausa aqui na história, já vimos bastante coisa e meus dedos estão cansados de tanto digitar. Fiquem espertos para a terceira parte do filme.

Um comentário:

LeoChanDragon disse...

Eu sempre pensei que esse Policial que dá a entrevista para o Reporter no sequestro do Banco era o ator dos filmes do Ernest(Jim Varney) ... kkkk