sábado, 2 de maio de 2015

Robocop - Parte 3

Já estava na hora! A saga de nosso amigo de lata, o robô-tira, segue aqui no blog. Um mega clássico dos anos 80, que certamente dá de dez a zero na nova versão lançada recentemente, que vamos continuar aqui acompanhando. Caso você esteja perdido, recomendo dar uma passada na primeira e segunda partes que eu mostrei há pouco tempo.

E como fizemos um intervalo, nada como voltar com uma das propagandas escrotas que passa no meio do filme, sobre um joguinho tipo War, onde duas duplas de dois parecem ficar se xingando um ao outro, até que alguém aperte o botão vermelho e cause uma pequena explosão atômica no meio da sala de jantar, e todo mundo dá risada como o final do desenho do He-Man. Escroto pra cacete.


Quem está rindo à toa é nosso amigo Bob Morton. Graças ao sucesso do Robocop ele foi promovido a vice-presidente, ganhando um upgrade no salário, uma vaga de garagem mais perto da entrada e uma secretária particular para atender o telefone e para outros afazeres laborais. E logicamente com isso ele começa a ganhar sua trupe de puxa-sacos, como o Juninho, que vai lá cumprimentá-lo e dizer que se ele precisar de um capacho pra ir no Starbucks buscar o café, é com ele mesmo.


Tentando se livrar daquele pleura, Morton desconversa e diz que precia dar uma mijada, se dirigindo então para o WC. Só que Bob ainda não recebeu o seu cartão fidelidade American Express para o banheiro executivo, e Juninho já aproveita a deixa pra dar uma babada de ovo.


Os dois vão lá dar uma mijada, mostrando que puxa-saco é assim mesmo, ajusta a própria bexiga para urinar na mesma hora que o chefe. E por algum motivo, vemos tudo de um ângulo meio inusitado, de alguém que está ali sentado no trono de calças arriadas e soltando um barro bem na hora do expediente. Nada como uma cagada remunerada, não é mesmo?


Juninho então começa a encher o saco de Bob, perguntando como que ele se sente por ter sido promovido, e principalmente por ter sacaneado pra caramba o Zé Pinto, que devia estar meio puto com ele pelo sucesso do Robocop. De quebra ele ainda avisa pra Bob que se ele estivesse com preguiça, poderia dar uma balançada no seu pinto depois que ele terminasse de mijar, até se quisesse poderia passar um lenço pra não deixar nenhum pingo cair na cueca.


Sinceramente... Eu odeio mictórios, acho muito desagradável ficar ali diante de uma cuia na parede com seu bilau de fora mijando, ainda mais por muitas vezes aparecer alguém do seu lado para fazer também o número 1. Prefiro ir na casinha, onde posso mijar em paz, sem correr o risco de um papo insuportável de banheiro, uma espiada de um boiola ou uma respingada desastrada de um vizinho de mictório.

Bob diz para Juninho tirar os olhos dali, que ninguém vai balançar nada... Tentando mudar de assunto para afastar a investida homo-erótica do puxa-saco, ele comenta que o Zé Pinto é um baita dum velho gagá lazarento e peidão, com pinta de que curte Restart e One Direction, que fez um projeto de merda com o ED-209 e agora ia ter que pegar todos os lotes daqueles robôs escrotos e enfiar no rabo.


Após Morton falar essas palavras, todo mundo que estava ali no banheiro se manda, todos desesperados, muito provavelmente borrando as suas calças...


... isso porque naquela casinha ali que a gente tinha visto, estava o próprio Zé Pinto, que já tinha terminado de colocar o Robinho na aula de natação.


Na boa, eu não sei como é que aqueles babaquaras sabiam que era o Zé Pinto quem estava lá dentro. Será que reconheceram ele pelas canelas, ou talvez pelos urros quando ele estava fazendo força pra descarregar o churro?

Somos então agraciados com um close na calça do Juninho, que na pressa de se mandar, acabou se mijando todo. Fica aí se oferecendo pra dar uma balançadinha pro Bob Morton mas não consegue nem deixar a calça livre de respingos esse merda.


E ainda sai sem lavar as mãos.

Bob, que tem um pouco mais de consciência com higiene, vai lá tranquilo na pia para dar uma lavada depois da mijada, enquanto Zé Pinto chega ali, todo cheio de raiva pelas palavras que havia escutado. Por via das dúvidas, Bob fica ali encarando ele pelo espelho, para que o Zé não tente descer a porrada nele... Ou enrrabá-lo, sei lá.


Zé Pinto então solta os cachorros, dizendo que aquela merda de Robocop que Morton havia inventado tinha fudido com seus planos, que ele tinha um monte de encomendas para modelos ED-209 que eram muito mais maneiros, mas que agora estavam ali encalhados no estoque, dependendo de alguma promoção tipo Casas Bahia pra serem vendidos. Tudo por conta de um executivozinho de merda que ficava ali apontando problemas como um mero estagiário fuzilado e alguns bugs. Afinal de contas, Windows é cheio de bug mas você não vê ninguém reclamando dos problemas.


Bob mantém a compostura, dizendo que para o velho, o presidente da empresa, importava o projeto mais barato, e que ele havia ficado muito sentido com a destruição da sua maquete que ele tinha feito quando era criança. Ele termina mandando Zé Pinto ir num médico, pois parecia que a cara dele precisava de uma operação de fimose.


Zé Pinto então fica mais calmo... Não ia descer ao nível de uma briguinha que parecia coisa de primário. O que era importante é que o velho lá poderia falar o que fosse, mas um dia ele iria bater as botas, e na OCP quem assumia a presidência não era o VP, mas o mais velho. Graças ao renovado estatuto do idoso, que garantia um percentual de cargos de chefia para os sexagenários, o que deixaria o Zé Pinto de boa na lagoa depois do velho morrer.


E então por algum motivo ele começa a acariciar a cabeça de Bob! Caralho, esse Zé Pinto deve dar marcha ré no quibe, aproveitando que estão só eles dois ali no banheiro privativo. Dá pra perceber a cara de nojo de Morton, já era a segunda investida de um boiola ali desde que entrou no banheiro, será que venderam pra ele a versão rosa do desodorante Avanço? Lembrando-se que o Zé Pinto não lavou as mãos, que devem estar fedendo a bosta.


Mas o Zé Pinto não está a fim de carícias, está ali pra descer a porrada em Morton de uma forma extremamente máscula: puxando o cabelo. Ou então ele viu 50 Tons de Cinza e curte um sexo meio violento.


Bob se livra da mão suja do Zé Pinto... Que dá uma risadinha dizendo que ele ainda vai fuder com Morton, de um jeito que ele nunca vai esquecer. Velho tarado esse cara, viu?


Bom, vamos sair dessa cena do banheiro e voltar lá pra delegacia de polícia, onde encontramos o Robocop bem na hora da sua sonequinha. Sim, por mais absurdo que possa parecer, ele é um robô que precisa dormir e descansar... Enquanto isso, estão ali dois técnicos formados pelo programa de cotas para retardados, um deles lendo ali o Meia Hora, posicionando a perna de forma a esconder a ereção que estava prestes a ter após chegar na página com uma gostosa com as bazingas de fora.


Do nada então, dá uma tremedeira no Robocop...


... percebida imediatamente pelas máquinas que mais parecem sismógrafos pra detectar terremotos, e devidamente ignorada pelos dois técnicos de merda ali que só estão esperando dar a hora de ir embora.


Absurdo mesmo. Tá lá o Robocop se contorcendo, fazendo um mega barulho, e os dois ali distraídos, na boa, o idiota lá lendo a entrevista da Mulher Melão falando sobre como ela não consegue dormir de bruços e a outra cretina ali vendo a lista de cavalos das próximas corridas no jóquei. E ainda dá pra perceber que nas telas de baixo aparece a imagem de Clarence Boddicker, mostrando que o Robocop está tendo um pesadelo com aquela hora em que ele, ainda como Murphy, foi fuzilado.


Sim, isso mesmo... Um robô dormindo e tendo pesadelos...

As máquinas continuam ali a registrar os sinais vitais, tremendo mais que lagartixa sambando...


... e o Robocop se debatendo, como um adolescente curioso perdendo sua virgindade anal.


Finalmente os dois se dão conta de que alguma coisa está errada, mas não fazem nada. Na verdade é um esperando que o outro faça alguma coisa, e o outro esperando que o um faça alguma coisa, e com isso os dois vão acabar se fundendo e sendo despedidos.


Depois de tudo, os sinais se tranquilizam... O pesadelo acabou aparentemente.


O Robocop então decide se mandar. Como ele não tem pinto, certamente não está indo no banheiro pra dar uma mijada depois desse pesadelo com Clarence Boddicker matando ele. Os técnicos ali ficam sem saber o que fazer, e ele se manda.


A doutora zolhuda chega correndo juntamente com aquele aspone lá da última postagem, e os dois se dão conta de duas coisas: primeiro, que o Robocop parecia ter ficado maluco depois de um pesadelo, causado por memórias passadas de seu cérebro humano; e segundo, eles precisavam arrumar dois técnicos novos, pois aqueles dois imbecis ali ficaram só de sacanagem, em vez de desligar a chavinha ON/OFF do Robocop para que ele não saísse dali.


Enquanto caminha pelos corredores para se mandar dali, ele cruza com a policial Lewis, que juntamente com um de seus novos parceiros (que conseguiu a façanha de durar a primeira missão) havia prendido Jô Caolho, um bandidão que roubava selim de bicicletas só para ver se algum desavisado ia sentar sem querer no cano, e que tem um estilo bem escroto de usar um tapa-olho com óculos.


Lewis ainda está encucada com o robozão, principalmente depois de ter visto ele fazendo aquele truque com a arma. Ou então ela parece ter uma tara muito problemática por aparelhos mecânicos e estava querendo dar em cima do Robocop, chegando ali toda cheia de dengo e amor pra dar. Impressionante como a mulherada nesse filme não resiste ao herói de lata. Mas na verdade ela o questiona se ele era seu antigo parceiro Murphy. Ela ainda estava se sentindo muito magoada por ter largado ele sozinho lá com os bandidos o que resultou em sua morte. Mas se ele pudesse dizer para seus colegas que não tinha sido culpa dela, pelo menos ajudaria a acabar com sua fama de pé-frio.


Lógico que chegar alguém e dizer que você morreu é brabeira, ainda mais depois do pesadelo que o Robocop teve. Ele então diz para Lewis que está ocupado, que precisa fazer algumas coisas de robôs e não tem tempo para ficar falando sobre sua morte. "Beijinho, beijinho, tchau, tchau", ele diz, seguindo seu rumo.


O aspone alcança Lewis e taca um mega esporro, dizendo que não era pra mulher nenhuma ficar ali flertando com o Robocop, pois ele ia se dar conta que não poderia fazer nheco-nheco e com isso ele poderia dar um tilt.


Bom, se ele não tivesse ali parado pra ficar falando com Lewis ele o alcançaria... E lá vai o Robocop, dar uma volta.


Em função da crise, a doutora zoiuda ligou para Bob Morton, interrompendo o seu jantar com uma modelo exótica que havia prometido fazer um show privativo em seu apartamento que envolveria oito potes de mousse de chocolate e nada mais. Teria sido um vírus que o Zé Pinto implantou, um bug no sistema operacional? Ou será que teria sido uma artimanha bolada pela doutora para trazer Bob Morton para a delegacia, para ver se assim ele tascava outro beijo nela?


Como sabemos, na hora da merda a corrente sempre quebra no elo mais fraco. E isso caberia ao aspone do laboratório, e por isso ele foi mais rápido trazendo Lewis ali para levar a culpa toda, dizendo que ela havia invadido ali a jaula e sentado no colo do Robocop, e com isso fez com que ele ficasse acanhado e se mandasse. Lewis retruca que sentado no colo dele o caralho, que ela só tinha perguntado o maldito nome dele. Afinal, quem é que fazia um robô assim e não o batizava? Morton só acha graça, nessa hora só mesmo rindo pra não chorar, ao imaginar uma modelo voluptuosa deitada em sua cama besuntada de mousse de chocolate, e ele ali tendo que resolver aquelas criancices...


Morton se manda dali, mas não sem antes dedicar alguns minutos para mais alguns xingamentos racistas contra o delegado Hightower, como era comum nos anos 80, e que não reproduzo aqui para depois não ser o meu na reta.


Depois que ele vai embora, Hightower solta o verbo, dizendo que aquele filho da puta do Morton era um arrombado dum viado sem vergonha, que tinha mais que sentar num hidrante em vez de ficar bancando a bicha louca sobre o seu robozinho despirocado, que os dois fossem pra puta que pariu, pois desde que eles invadiram a pôrra da delegacia dele tinha sido só problema. Mas que ela também parasse de fazer merda, pois por conta dessas babaquices de perguntar o nome para aquela pôrra de robô ele foi obrigado a escutar caladinho os xingamentos do Morton sem poder dizer nada, e que já estava de saco cheio de Lewis ficar arrumando um monte de problema também. Da próxima vez que ela fizesse uma cagada dessas, iria colocá-la patrulhando a zona portuária.


Mudamos de ares, vamos agora para um posto de gasolina onde o frentista, que chamarei de Dexter, está lá resolvendo alguns problemas de matemática, para ver se assim ele consegue passar num vestibular, que está cada vez mais difícil para homens brancos de meia-idade que não tem direito a nenhum tipo de cota.


Mas que dera que o problema dele fosse esse... Pois quem apareceu era o nosso amigo Farofa, sumido desde a primeira postagem, mandando um "perdeu, playboy" pro coitado.


E depois de pegar toda a grana, ainda pede para ele liberar uma bomba de combustível, pra encher o tanque de sua moto, pois a gasolina tá cara pra cacete graças à Dilma. Te digo que ia ser hilário se ele se enrolasse e enfiasse o cano da metralhadora no tanque em vez da mangueira de combustível, iam ter que recolher os restos dele com uma esponja.


Bom... e para o azar dele, imagina quem tá na vizinhança?


Demonstrando que vai fazer tudo para se fuder ali mesmo, o Farofa ainda vai e me acende um cigarro ali no posto de gasolina. Gosta de viver perigosamente, ou é meio acéfalo esse cretino.


Ele pergunta então pro Dexter o que diabos estava lendo ali, e então ele, com as cuecas borradas de medo, mostra o livrinho de geometria plana, onde está fazendo a lição de quadrados, pentágonos e outros polígonos menos famosos. E descobrimos que os atletas amadores dos EUA estão na merda, pedindo um dólar de esmola para poderem competir.


Isso faz então o Farofa inicialmente cair na gargalhada, pois ele achava muito engraçado um nerdzinho escroto ali estudando, que aquilo era uma viadagem, pois homem de verdade ia estar folheando uma Playboy e vendo alguns peitos em vez de ficar lendo um livrinho de geometria. E então ele o desafia, para ver se ele é mais esperto que uma bala.


Aliás, piada do filme mesmo, achei sensacional! Como já disse, os bandidos aqui do Robocop têm um bom senso de humor.

E então nessa hora chega o Robocop, apontando sua arma e dizendo sua frase de efeito "vivo ou morto, você vem comigo".


Bom, se você se lembra da primeira postagem, essa é a mesma frase que ele falou para o mesmo Farofa, quando ele ainda era Murphy. Se não se lembra, pôrra! Já esqueceu? O Farofa que não é lá essas coisas que lembrou, e com isso se mijou todo, pensando que estava vendo ali um fantasma.


Mais uma vez alguém fala que ele tinha morrido... Por via das dúvidas, o Robocop liga o seu gravador de vídeo para registrar bem a cara do Farofa, que então decide se mandar.


Tudo isso começa então a causar um mega turbilhão na cabeça do Robocop. Primeiro foi aquele pesadelo onde ele estava sendo fuzilado, depois aquela oficial dizendo que o nome dele era Murphy e que tinha morrido, e agora um merdel dum bandido dizendo que eles tinham matado ele. É demais para o processador 386 na cabeça dele. E o pior é que no tiroteio a mangueira de gasolina se arrebentou, encharcando tudo com o líquido inflamável.


O Farofa dá uma última baforada em seu cigarro, e tem a idéia de fazer um churrasquinho de homem de lata.


E não demora e o posto vai pelos ares. O Dexter já tinha se mandado dali, não se esquecendo de levar os livros, ou pagaria multa na biblioteca. Pelo menos é o que esperamos.


Ignorando que metade dum quarteirão foi riscado do mapa, o Robocop finalmente acorda em si, e manda um balaço na direção da moto do Farofa. Pela primeira vez ele não ia atirar para matar, pois aparentemente aquela bicha sabia algo sobre ele.


Uma bala acerta bem no pneu, e então o Farofa se dá conta que se fudeu.


Ih, rimou!

E a pancada não foi pouca, voando de cara num carro que estava parado ali. Certamente isso vai deixar uma cicatriz meio feia no seu rosto. Mas, bem... é melhor do que levar um banho de ácido nas fuças, não acha?


Tenho certeza de que os fortes entenderão a minha piadinha com o ácido... Se não entendeu, espere para o final do filme.

O Robocop chega até o Farofa, perguntando se onde ele comprou aquela jaqueta não tinha pra homem, e por que diabos ele estava falando que o havia matado. Um merda como ele jamais conseguiria matar alguém, nem mesmo no videogame. A resposta do Farofa antes de desmaiar é algo como "bleaaarghhh...", o que não ajuda em muita coisa.


Sem conseguir nada do bandido, o Robocop decide então ir para o centro de inteligência da polícia. Todos os oficiais ali ficam surpresos, em especial o sargento Wally, que não quer saber se ele é um robô do futuro super-poderoso, pois ali era uma área restrita, e só podia entrar ali depois que ele pagasse um cafezinho.


De saco cheio, o Robocop manda ele tomar dentro, mostrando a agulha pro Wally, e que se ele não se calar, ia fazer um exame de próstata com aquela merda.


Bom, a tal agulha serve não só para assustar gente enxerida e mandar os outros tomarem no rabo, mas também para que o Robocop possa se conectar em computadores. Tipo um conector USB, mas um pouco mais perigoso de se usar.


A intenção de nosso amigo de metal era fazer um reconhecimento facial daquele bostinha que ele havia prendido assaltando o posto. Graças às leis de conveniência dos filmes, em questão de alguns poucos segundos ele consegue então encontrar a ficha do Farofa, sabendo que ele nasceu em Queimados, que gosta de churrasco na laje, roupas de couro coladas e torce para o Bangu.


Ele então começa a procurar pelos seus comparsas, passando pelo Motumbo, pelo China, pelo Fonzie, até que então esbarra na ficha do Clarence Boddicker, reconhecendo o sujeito dos seus pesadelos.


Esse é o cara, o puto que estava assombrando seu soninho. De curiosidade, ele começa então a rolar pela ficha de crimes, mostrando que Boddicker começou sua vida de bandido aos 7 anos quando trocou as pílulas anti-concepcionais de sua professora por um laxante para cavalos, tendo praticado de tudo, como assassinatos, roubos, tráfico de drogas, estacionamento proibido e furar fila do banco. Até que uma hora ele passa por um dos crimes, a morte de um oficial de polícia chamado Murphy.


Nessa hora dá aquele estalo na cabeça do Robocop, não porque um transistor foi pro saco, mas ao se lembrar daquela policial chata que o estava chamando por esse nome. Tudo bem que Murphy não era um nome tão incomum assim como Jodiscláudio ou Suellinsen, mas era muito suspeito...


Como a curiosidade matou o gato, ele então decide ver a cara do tal Murphy, e realmente aquela queixada lhe parecia familiar. O Robocop decide então anotar no seu Notepad que já vinha instalado o endereço para dar uma olhada lá na casa do Murphy. Descobrimos também que ele ganhou o prêmio Miranda por ter boa conduta e bravura, embora pareça um nome mais associado a um prêmio de culinária ou manicure.


No dia seguinte, depois de tirar um cochilo no seu troninho, Robocop decide então ir no tal endereço, vendo que o lugar já está à venda pelo programa "Minha Casa, Minha Vida".


Aparentemente no futuro uma profissão que vai deixar de existir é agente imobiliário, pois como podemos ver, um computador com uma gravação de uma versão mais nova do Raul Gil o recebe, dizendo que aquela casa era sensacional, em uma vizinhança sem negros e hispânicos, onde poderia morar tranquilo com sua família.


O Robocop começa então a andar pela casa, vendo que quem morava ali nem se deu ao trabalho de levar o sofá. Deve estar sobrando grana para os antigos inquilinos pra largar móveis assim dessa forma.


Mas isso começa então a trazer memórias na cabeça do robô, lembranças que ele inclusive teve na hora em que estava na mesa de operação pronto para bater as botas. Aquele sofá, aquela sala de estar... E então ele se lembra de um garoto, vendo um seriado escroto onde o herói gira a arma no dedo, e chamando ele de papi.


Ele fica então perplexo... Quando foi programado, colocaram no Robocop uma série de informações a respeito da anatomia humana e a forma de reprodução. E considerando o que ele não tinha ali entre as pernas que pudesse ser usado para gerar uma criança, jamais ele poderia ter um filho, a não ser que ele fosse humano antes de virar robô.


Indo na cozinha ele percebe uma pilha de coisas queimadas, entre livros e outros papéis, encontrando ali uma foto que ainda está relativamente inteira. Não, não é uma foto da vizinha pelada...


... mas sim uma foto de uma família, onde está o mesmo moleque vestido de diabinho, o tal do Murphy que ele tinha visto no sistema e uma mulher. E no fundo da foto, um quadro do Luciano Huck fantasiado de Dom Quixote.


E lá vão as lembranças também, onde o Robocop começa a se lembrar desse dia, da mulher fazendo careta em abóboras e o garoto filando biscoito antes da hora da janta.


Cá entre nós, que sabemos de toda a história: mas que tipo de mulher é essa, que depois da morte do marido pega todas as suas coisas e queima assim? Tá bom, deve ter dado uma tristeza imensa perder um ente querido, e isso deve dar um sentimento de raiva em determinadas horas, mas para chegar a ponto de queimar fotos antigas do Murphy, acho meio forte demais. Como se quisesse apagá-lo de suas lembranças.

Andando mais pela casa, ele chega então no quarto, onde vê a mesma mulher, só de roupão rosa, com toda uma história de fio-terra e tudo mais... Tava na cara que aquela lambisgóia tarada ali era a sua esposa...


Finalmente cai a ficha... Robocop era Murphy, e haviam transformado ele num robô, depois dele ter sido morto pela gangue do Clarence Boddicker, aquele filho da puta que ele viu nos seus sonhos. Tudo aquilo, aquela mega casa, aquela mulher que curtia brincar na porta dos fundos, aquele guri retardado e o seu pinto, tudo isso havia sido tirado de sua vida. Puto dentro das calças (embora o Robocop não use calças), ele acerta um soco na cara do Raul Gil na televisão, pra ele calar a pôrra da boca, que já tava enchendo o saco.


Depois dessas lembranças, o Robocop decide dar uma relaxada, indo em um clube punk. E sabemos que, como nos ensinam todos os filmes dos anos 80, punk é aquela turma de gosto musical duvidoso, penteados exagerados e que normalmente são sempre os bandidos. Talvez ele decidiu ir lá pra espancar alguns punks para se sentir bem consigo mesmo.


Mas na verdade ele estava atrás do Fonzie, amigo do Farofa que costuma cair na balada naquela pocilga, para ver se iria descobrir onde estava o Clarence Boddicker.


Fonzie não tá pra brincadeira. Ele tava lá dançando com uma mina que era conhecida como Boca de Veludo, e não ia ser um sujeito vestindo uma fantasia engraçada de lata de sardinha que iria atrapalhar sua investida na moça. Se ele quisesse saber onde estava o Clarence Boddicker, que procurasse no raio que o parta.


Só que apesar de ser feito de lata, o Robocop é mais rápido que o mané do Fonzie, dando um tapa e jogando a arma dele pra longe, mostrando como que esses bandidos são meio frouxos.


A pistola vai cair nas mãos de um punk escroto, que logo tem a brilhante idéia de fazer a Dança do Revólver com sua parceira, mostrando como em certos aspectos a juventude dos anos 80 só tinha merda na cabeça.


Sem perder tempo, Foznie decide partir pra força bruta, desferindo um chute no saco do Robocop.


BONG!

Acontece que o Robocop não tem saco, mas sim uma placa de aço, de forma que o Foznie quebra o pé em vários pedaços depois dessa tentativa esdrúxula de tentar nocautear um robô com um chute nas partes íntimas.


O mais bizarro de tudo é que os outros punks ficam ali rindo à toa, achando super divertido um dos seus estar sendo preso por um policial robô. Ou são as drogas e a bebida agindo a mil por hora ou trata-se de um senso de camaradagem zero por um de seus semelhantes. Se fosse num outro lugar, ia juntar uns trinta em cima do Robocop pra descer a porrada nele. Tudo bem que todos eles iam apanhar que nem cachorro de pobre, mas pelo menos poderíamos curtir uma cena de porradaria na discoteca que seria épica.


Cansado dessa viadagem toda, o Robocop leva o Fonzie pelos cabelos para bater um papinho lá no canto. Considerando que o puto deve passar um litro de gel na cabeleira, nosso amigo robô vai ficar com a mão toda lambuzada.


Mudamos um pouco de ares, e chegamos então na mansão do Bob Morton, que está se divertindo ali com duas putas, numa festinha particular regada a muito vinho, fumo e farinha. Logicamente que são mulheres da vida dos anos 80, com penteados bufantes e roupas brilhantes.


Pela cara de Morton, ou ele se cagou nas calças todo, ou está se amaldiçoando pelo fato da agência de acompanhantes ter enviado duas mulheres que mais parecem balzaquianas taradas na menopausa.

Uma delas é tão desesperada e despirocada que chega a ponto de pegar um punhado de pó e jogar em cima de seus peitos caídos, pra que Morton desse uma fungada mamária. E se você tá achando que esse pó branco é talco, deixa de ser inocente...


Alguém toca a campainha, e Bob aproveita a chance pra se desvencilhar das duas coroas fogosas, pra ver se consegue aproveitar e se mandar pra zona, onde poderia arrumar algumas ninfetas de 18 aninhos cheias de amor pra dar e sem pelancas, largando as duas ali.


Que nada... Quem estava ali era o Clarence Boddicker, o bandidão do filme. Mas que diabos ele estava fazendo ali? Afinal de contas, ele não era o tipo de bandido pra ficar invadindo casa pra roubar televisão ou estéreo.


Sem perder tempo, ele manda as putas se mandarem dali de forma bem direta. Sim, a frase dele no filme é simplesmente "bitches, leave", algo como "putas, fora". O pior de tudo é a puta loira ali, toda sedenta de sexo, perguntando se depois um deles quisesse afogar o ganso, ela estaria lá fora esperando de quatro.


Interessante é a naturalidade das duas mulheres da vida. Quando a reação mais esperada seria as duas gritarem e espernearem como galinhas cacarejando, as duas simplesmente se levantam na maior tranquilidade, pegam seus sapatos e saem dali sem mais nem menos. Devem estar acostumadas a esse tipo de situação, talvez estivessem pensando que Boddicker era na verdade o macho de Morton, morrendo de ciúmes.

Mais interessante é Boddicker, filho da puta como ele é, ter deixado as duas irem embora. Chame isso de lapso, ou de consideração pela categoria que tem a profissão mais antiga do planeta, mas eu esperaria que ele meteria uma bala na cabela de cada uma, não deixando nenhuma testemunha viva pra contar a história... Bom, vamos voltar.

Acontece que o bandidão não está aqui atrás da bunda de Bob Morton, tem coisa aí. E com a frieza de quem está matando uma mosca...


... Boddicker enche as pernas de Morton de tiros, deixando que nem uma estrada brasileira, cheia de buraco.


Puto por ter sido atingido, e mais puto ainda por ter estragado sua calça de moleton favorita, Morton grita de desespero, dizendo que a combinação do cofre é 24-69 e que se ele quiser pode levar toda a grana e a sua coleção de relógios que ele ganhou da Petrobras após faturar uma licitação fraudulenta.


Boddicker então pega um DVD e caminha em direção ao mega sistema de áudio e vídeo de Morton. Se por um lado o filme acertou em cheio ao imaginar que no "futuro" a gente iria começar a usar pequenos disquinhos para gravar filmes, é curioso ver como em toda essa era high-tech da pôrra ainda existe um maldito tocador de fitas K7, coisa já extinta há mais de uma década.


Bom, não se tratava de uma gravação pirata do novo filme da Bruna Surfistinha... mas uma mensagem do Zé Pinto, rindo à toa, dizendo que ele ia cumprir a promessa de fuder com Bob Morton. Aposto que o jovem executivo ia preferir que o velhote cumprisse a promessa, só que no sentido bíblico da coisa.


Depois de limpar a mesa com seu nariz, Boddicker então começa a preparar o salão para a festa, mostrando pro Bob uma granada, que mais parece um Kinder Ovo...


... e a coloca no meio da zorra de cerveja e cocaína. Parece que alguém vai voar pelos ares.


Boddicker se manda, fechando a porta. Como se fosse fazer alguma diferença, considerando que em alguns poucos segundos só vai sobrar uma cratera ali no local.


Reunindo suas últimas forças, Bob tenta desesperadamente pegar a granada. Não sei o que ele pretendia com isso, a não ser que ele quisesse estar o mais perto possível da explosão. Em vez de se arrastar para atrás dum sofá ou outra coisa (o que não ajudaria muito), ele vai lá achando que vai desarmar a granada ou jogar ela longe pra se salvar.


KABUUMMM! E de forma explosiva acaba a participação de Bob Morton nesse filme.


Acho melhor dar uma parada por aqui. A postagem já está ficando imensa, e o pior é que foi só uma hora de filme. Está tudo caminhando para uma sátira em cinco capítulos, até a próxima.

Um comentário:

Haitou_88 disse...

Essa ficou a melhor parte kkkk. Aguardo para as próximas